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Eye of Cleopatra - Quem é Anielle Franco, futura ministra da Igualdade Racial

Jornalista transformou em projetos sociais a luta por reparação pelo homicídio da irmã, a ex-vereadora Marielle Franco

Anielle Franco durante protesto pelo homicídio da irmã, a vereadora Marielle Franco | Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Anielle Franco será ministra da Igualdade Racial no novo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O nome dela foi um dos 16 anunciados para o ministério nesta quinta-feira (22/12). Jornalista e ativista feminista e antirracista, ela cofundou o Instituto Marielle Franco após o homicídio da irmã, então vereadora no Rio de Janeiro, em 2018.

Hoje, ela é diretora do Instituto. Além de preservar a trajetória da irmã e atuar para que as investigações tenham um desfecho com responsabilizações, a organização desenvolve ações sociais com foco em mulheres negras e jovens periféricos.

Um dos objetivos é disseminar informação e combater a violência política de gênero e racial. Marielle foi alvejada em uma emboscada enquanto voltava de carro de um evento, em um atentado ainda não completamente solucionado; além dela, o motorista Anderson Gomes, também morreu.

Nessa linha, em 2020, o Instituto lançou a plataforma Plataforma Antirracista nas Eleições, para apoio a candidaturas negras nas eleições municipais; em 2021, deu início ao projeto Escola Marielles, para formação política de meninas e mulheres negras, periféricas e LGBTQIA+.

Na transição, ela atuou no grupo de trabalho dedicado aos direitos das mulheres. Em entrevista à “GloboNews” após a nomeação para o período, ela defendeu a necessidade de políticas antirracistas em diferentes setores do governo.

“Também é importante que nós, mulheres e pessoas negras, estejamos em todos os espaços de decisão de forma transversal. Somos qualificadas para estar em todos ministérios e secretarias”, afirmou.

Nascida na comunidade carioca da Maré, ela é graduada e mestra em inglês e jornalismo. Está concluindo outro mestrado mestrado em Relações Étnico-Raciais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Na época da morte de Marielle, ela trabalhava como professora.

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